A Microsoft ofereceu aos governos europeus um programa gratuito de cibersegurança, lançado na quarta-feira, para reforçar a proteção contra ameaças cibernéticas, incluindo aquelas potencializadas pela inteligência artificial, segundo comunicado.
Após um aumento nos ataques cibernéticos na Europa — muitos ligados a atores estatais da China, Irã, Coreia do Norte e Rússia — o programa tem como objetivo fortalecer o compartilhamento de inteligência sobre ameaças baseadas em IA e ajudar a prevenir e interromper ataques.
“Se conseguirmos trazer para a Europa mais do que desenvolvemos nos Estados Unidos, isso fortalecerá a cibersegurança para um número maior de instituições europeias”, disse o presidente da Microsoft, Brad Smith, em entrevista à Reuters.
“Vocês verão outras iniciativas nossas ainda este mês.”
Os agentes maliciosos estão cada vez mais usando inteligência artificial generativa para ampliar e potencializar suas operações — desde a interrupção de infraestruturas críticas até a disseminação de desinformação.
Embora os atacantes tenham transformado a IA em uma arma, Smith ressaltou que a IA também oferece ferramentas defensivas.
“Não acreditamos que a inteligência artificial possa escapar da nossa capacidade de detectar seu uso ou ameaças em geral”, afirmou Smith.
“Nosso objetivo é desenvolver a IA como uma ferramenta defensiva mais rapidamente do que como uma arma ofensiva.”
A Microsoft monitora qualquer uso malicioso de seus modelos de IA e impede o uso dos seus produtos de inteligência artificial por cibercriminosos conhecidos.
Entre os deepfakes criados com IA estão imagens do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky supostamente se rendendo às exigências da Rússia em 2022, além de uma gravação de áudio falsa de 2023 que influenciou as eleições na Eslováquia.
Smith observou que até agora o áudio tem sido mais fácil de falsificar do que o vídeo.